sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Biólogo brasileiro "cura" célula autista com droga experimental

Em estudo publicado nesta sexta-feira, o brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego, descreve como "curou" um punhado de células defeituosas com uma droga experimental.

Ao recriar neurônios a partir de células retiradas da pele de crianças com uma síndrome de autismo genética, Muotri identificou características da doença independentes do sintoma comportamental, observando as células vivas em microscópios.
"Isso sugere que a técnica tem um potencial de diagnóstico", diz. "É a primeira descrição de um modelo humano que recapitula uma doença psiquiátrica." 
O biólogo é cauteloso, porém, quando questionado sobre se seu trabalho é a descoberta de um tratamento para o autismo. A droga usada no experimento, a IGF-1, altera os níveis de insulina no organismo, e pode levar a uma série de efeitos colaterais indesejados caso seja administrada no sistema nervoso de pessoas normais. 
Mesmo que a descoberta de um medicamento adequado possa levar décadas, Muotri se diz otimista. Ele está elaborando testes com uma série de outras drogas em um sistema robótico de experimentação, como o que empresas farmacêuticas usam.

"Não acho que uma droga conseguiria consertar tudo, no caso de alguém que tenha desenvolvido um problema de cognição e memória mais profundo. Mas mostramos que é possível reverter o estado desses neurônios em grande medida." As descobertas ganharam a capa da prestigiosa revista "Cell". 






Fonte: Folha.com

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

FDA proíbe venda de remédio para obesidade.

WASHINGTON, 29 Out 2010 (AFP) -A agência de controle de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos (FDA) proibiu a venda do Qnexa, um tratamento experimental contra a obesidade do laboratório Vivus Inc, segundo um comunicado da empresa.

A FDA indicou em uma carta que "não pode aprovar o Qnexa em sua forma atual", informou a empresa em um comunicado com data de quinta-feira.

A Food and Drug Administration segue assim, como faz muitas vezes, as recomendações de um comitê consultivo de especialistas, adotadas na metade de julho.

Eles se pronunciaram contra a comercialização do medicamento citando seus possíveis riscos cardíacos.

Qnexa era o primeiro medicamento para tratar a obesidade submetido à aprovação da FDA em dez anos.

Trata-se de uma combinação de dois fármacos que já estão no mercado: Fentermina, derivado da anfetamina e utilizado para reduzir o apetite, e Topiramato, um antiepilético que serve para tratar convulsões.

Embora quase um terço dos americanos sejam obesos ou estejam em sobrepeso, há poucos tratamentos no mercado.


Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"O acompanhamento dos fast-food terá medicamentos contra colesterol..."

Foi divulgado pela mídia:

"Segundo pesquisadores, hambúrguer e batatas fritas (e outros integrantes da “família” fast-food) são pedidos que devem ser servidos acompanhados de um medicamento contra colesterol.
De acordo com um novo estudo, para ajudar a neutralizar os riscos de doenças cardíacas que os alimentos gordurosos causam, os restaurantes de fast-food podem oferecer aos clientes “estatinas” de graça.
As estatinas funcionam reduzindo a quantidade do colesterol no sangue, e muitos estudos mostram que elas são altamente eficazes na redução do risco de um ataque cardíaco.
As estatinas não cortam todos os efeitos ruins dos hambúrgueres e batatas fritas. O melhor mesmo é evitar alimentos gordurosos completamente. Porém, segundo os pesquisadores, para aqueles que não conseguem se livrar do vício das fast-food, tomar uma estatina pode reduzir o risco de se ter um ataque cardíaco na mesma proporção que uma refeição de fast-food aumenta essas chances.
Os investigadores dizem que estatinas poderiam ser entregues como pacotes de ketchup, porque são drogas muito seguras. No entanto, uma pequena proporção de usuários regulares de estatina experimentaram efeitos colaterais significativos – problemas no fígado e rins, relatados entre 1 em 1.000 e 1 em 10.000 pessoas.
Estudos têm mostrado uma clara ligação entre a ingestão de gorduras e o nível de colesterol no sangue, que, por sua vez, é ligado a doenças cardíacas. Evidências recentes sugerem que as gorduras trans, que se encontram em níveis elevados nos fast-food, são os componentes da dieta ocidental mais perigosos em termos de risco de doença cardíaca.
Os pesquisadores quantificaram o risco aumentado de um ataque cardíaco com a ingestão diária de gordura trans e gordura total. Eles compararam esses números com a diminuição do risco através do uso de várias estatinas.
Os pesquisadores querem conduzir os estudos para avaliar os potenciais riscos de permitir que as pessoas tomem estatinas livremente, sem supervisão médica. Eles sugerem a inclusão de uma advertência, que enfatiza que o comprimido não pode substituir uma dieta saudável, e aconselha as pessoas a consultarem seus médicos para mais informações. [LiveScience]"

 Como médica, concordo que procurem seus médicos sim, porque há muito mais elementos perigosos nesses alimentos que não seriam combatidos somente com comprimidos de estatinas dentro de uma dieta descontrolada de usuários de fast-food. Também seria mais uma forma de incentivar o paciente a automedicação, que sem maiores informações de um médico poderia ao invés de trazer benefício à sua saúde, acarrretar outros problemas como doenças do fígado e vias biliares, dos músculos, do sistema digestivo, da pele e anexos, dos sistemas nervoso e endócrino, além de interação com outros medicamentos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

FORMANDO MÉDICOS.

Só poderemos nos considerar médicos com dignidade se, desde o período acadêmico, mantivermos posturas idôneas e não acharmos que o curso de Medicina é somente mais um diploma com emprego fácil de boa remuneração em alguns locais onde está implantado principalmente o PSF, estratégia de grande importância. Se os gestores  admitirem médicos capacitados e concursados com interesse em exercer a medicina e não em ganharem um salário com mais vantagens e esquecer do ser humano, poderemos considerar que temos médicos exercendo a Medicina e não "fazendo medicina" do seu jeito! Vamos ser éticos, responsáveis desde acadêmicos, para não estarmos mentindo pra nós mesmos. Quando médicos, continuarmos mantendo a mesma postura e conduta digna e não nos envergonharmos de nada que fizemos...

domingo, 8 de agosto de 2010

Uso Racional de Medicamentos

       Não é à toa que a mídia sempre retoma o assunto de jovens que usam anabolizantes veterinários para ficarem com um corpo mais atlético e acabam entrando em coma. Ou ainda, meninas tomam indiscriminadamente a pílula anticoncepcional de emergência buscando evitar a gravidez indesejada, sendo que o mais correto seria se prevenir dia-a-dia. Tomar medicamentos exige cuidados, o primeiro seria a prescrição médica. Não se deve tomar medicamentos sem que seu médico tenha indicado.
       Conforme a Organização Mundial de Saúde, "há uso racional quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade".
       O uso irracional além de gerar custos ao paciente, que pode não estar sendo tratado da maneira mais adequada e assim levará mais tempo para a cura, também onera o sistema de saúde. Passa-se mais tempo tomando um medicamento desnecessário e não se consegue o efeito desejado. Na pior das hipóteses, o medicamento tomado de maneira inadequada pode até prejudicar o paciente. De nada adianta um paciente tomar determinado medicamento para pressão alta ou diabetes, por exemplo, e não seguir outras orientações de cuidados com a saúde.
        Uso racional também implica a oferta de tratamentos, insumos e tecnologias com base nas melhores práticas terapêuticas e assistenciais, amparadas em evidências científicas seguras, estudos clínicos com resultados confiáveis, e que, principalmente, tenham sido avaliados pelas instâncias regulatórias e de fiscalização no País, no caso a Anvisa.


Fonte: portal.saude.gov.br/portal/saude

domingo, 18 de julho de 2010

Crianças e Mulheres: abuso, discriminação ou incompetência? ...

"A VIOLÊNCIA COMEÇA QUANDO A PALAVRA PERDE O VALOR."Frase do Núcleo de Atenção à Violência. SMS Rio de Janeiro – RJ

A violência sexual e doméstica contra as mulheres e adolescentes é considerada como uma grave violação dos seus Direitos Humanos e um problema de saúde. Acontece em todas as camadas sociais e em todas as fases da vida, muitas vezes iniciando-se ainda na infância.

A violência que acomete mulheres e adolescentes no espaço doméstico, na maioria das vezes ainda é mantida em silêncio pela própria vitima e também pela família. Nos casos das adolescentes, essa situação é agravada pela falta de poder, pelo medo de denunciar os familiares e pela dificuldade de encontrar proteção social que lhes permita realizar a denúncia sem sofrer outras violências. A violência contra mulheres e adolescentes se revela de várias formas e nem sempre ela é clara ou explícita. É definida como qualquer conduta de discriminação, agressão ou coerção que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, psíquico, sexual, moral, social, político, econômico ou perda de bens materiais.

As mulheres e adolescentes que sofrem violência sexual ou outro tipo de violência estão mais expostas e vulneráveis a problemas de saúde tanto físicos como mentais. Os riscos da violência podem estar relacionados à gravidez indesejada, à transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e a traumas físicos e psicológicos, inclusive o suicídio. Também a sentimentos de alienação do meio em que vivem, isolamento e problemas sexuais. Essas pessoas podem ter ainda como conseqüência da violência uma maior tendência a dores crônicas, problemas de saúde mental como abuso de álcool e drogas, doenças crônicas do aparelho genital, distúrbios gastrintestinais, enxaquecas e outras queixas. No caso das adolescentes e jovens, a violência traz graves conseqüências para o desempenho escolar e para o seu futuro desenvolvimento profissional.

Os governos de todos os países e as Nações Unidas criaram leis e convenções para proteger as mulheres, adolescentes e crianças dos diversos tipos de violência. Dentre elas, a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, a “Convenção de Belém do Pará” (1994); e a Convenção sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres (1979). No Brasil, o Código Penal contém vários artigos que tratam da violência sexual; o Estatuto da Criança e do Adolescente protege essa população de maus-tratos e violência, e define como a sociedade deve enfrentar e resolver o problema; as leis federais que tratam da violência contra as mulheres e adolescentes definem também como os serviços públicos devem tratar esta questão.

As mulheres e as adolescentes que sofrem violência têm direito não só à proteção legal, mas a serem atendidas nos serviços públicos – saúde, justiça e delegacias – de forma respeitosa, digna e humanizada. A sua palavra deve ter credibilidade e o poder público tem o dever de proteger, cuidar e encontrar soluções para amenizar os danos sofridos.





Fonte: portal.saude.gov.br

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Esperança com vacina contra AIDS.

Cientistas descobriram dois poderosos anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maioria das cepas conhecidas do vírus da inumodeficiência humana adquirida (HIV), abrindo potencialmente o caminho para uma vacina eficaz contra a Aids segundo trabalhos publicados.

Estes dois antígenos, batizados de VRCO1 e VRCO2, parecem muito promissores, pois impedem a infecção de células humanas em mais de 90% das variedades do HIV em circulação, e com uma eficácia sem precedentes.

Os autores destes trabalhos, publicados na edição de 9 de julho da revista científica americana Science, desmontaram também o mecanismo biológico através do qual estes anticorpos bloqueiam o vírus.

Estes virologistas descobriram dois anticorpos, produzidos naturalmente pelo organismo, no sangue soropositivo

Eles conseguiram fazer seu isolamento usando uma nova ferramenta molecular, uma das proteínas que formam o HIV, que os cientistas modificaram para que se fixasse em células específicas que produzem os anticorpos que neutralizam o HIV.

Depois destas descobertas, os cientistas começaram a desenvolver componentes de uma vacina que pode ensinar ao sistema imunológico humano a produzir grandes quantidades de anticorpos similares aos antígenos VRC01 e VRC02.

"Aproveitamos nossa compreensão da estrutura do HIV, neste caso de sua superfície, para afinar nossas ferramentas moleculares que permitem ir diretamente no ponto fraco do vírus e nos guiar na escolha de anticorpos que se unem especificamente a este ponto e o impedem de infectar as células humanas", explicou o doutor Gary Nabel, do NIAID, que codirigiu as duas equipes de cientistas em várias universidades, como a faculdade de Medicina de Harvard (Massachusetts, leste dos EUA).

Encontrar anticorpos capazes de neutralizar cepas de HIV em todo o mundo foi, até agora, muito árduo, já que o vírus muda constantemente as proteínas que recobrem sua superfície para escapar da detecção do sistema imunológico.

Esta capacidade de mutação rápida resultou em um grande número de variações do HIV, mas os virologistas puderam detectar alguns pontos na superfície do vírus que permanecem constantes nas cepas, como as que unem os anticorpos VRCO1 e VRCO2.



Fonte:http://g1.globo.com